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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Animais obesos: um reflexo da humanização?

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Por Jéssica Ferrari
Por não gostar de fazer caminhadas, o cãozinho Bidu foi incentivado a se movimentar por meio de brincadeiras e brinquedinhos de interação
Os pets estão cada vez mais perto das famílias, e conquistam cada vez mais seu espaço de membro. A convivência já é tão próxima que até a alimentação deles não se restringe mais apenas as rações ou biscoitinhos feitos para animais. Eles querem e estão ganhando comida de humanos! A cena de um cãozinho lambendo um sorvete pode ser engraçada, mas é preocupante. Se o excesso de calorias pode fazer mal aos humanos, imagine aos animais.
Além de consumirem alimentos inadequados, muitos pets acompanham a rotina de sedentarismo de seus donos. As atividades de lazer que todo animal de estimação deve ter, como correr, brincar e exercitar seus sentidos – características próprias de um animal - estão sendo deixadas de lado. E assim, não há saúde que aguente.
Os números crescentes de animais domésticos obesos chamam a atenção dos especialistas no assunto. Segundo o relatório do Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos, divulgado pelo laboratório Vetnil, estima-se que já sejam 40% os cães americanos e 20% os cães brasileiros com esse problema. No mundo ocidental, 25% de toda a população de cães e gatos possui peso acima do normal.
“A obesidade é a doença nutricional mais frequente de cães e gatos”, explica o médico veterinário e proprietário do Clube de Cãompo Hotel Fazenda para Cães, Aldo Marcellaro Júnior. Segundo ele, é possível estimar que se um cão ou um gato consumir regularmente 1% mais calorias que o necessário, ficará quase 25% acima do peso na meia-idade.
Mas não são só as gordurinhas salientes que preocupam. A quantidade de problemas de saúde que podem ser desencadeados pela obesidade nos pets também é grande: afecções articulares, afecções cardíacas, hipertensão, afecções respiratórias, diabetes mellitus, riscos anestésicos e cirúrgicos, interferência nos processos diagnósticos, esteatose hepática, incidência de neoplasias e menor resistência a doenças infecciosas, pancreatite e outras alterações. “A mortalidade é 50% maior em pessoas que estão 20% acima do seu peso ideal. Apesar desses valores não estarem bem estabelecidos nos cães, espera-se dados semelhantes”, conta o veterinário.
Segundo Marcellaro Júnior, a obesidade pode ser classificada como não complicada (resultante primariamente de um consumo calórico excessivo) ou complicada (que surge de outras causas e é necessário que se trate a causa primária). “Diversos fatores de risco contribuem para essa situação como genética, sexo, idade, atividade física e composição calórica da dieta”, afirma.


Meu pet obeso? Será?

Perceber que seu animal de estimação está acima do peso não é tão difícil, mas exige atenção quanto às características de cada raça. Para o veterinário Marcellaro Júnior, uma análise do score corporal do bichinho pode ajudar numa resposta mais precisa. Veja a tabela e mais informações!


Os pets também morrem pela boca e pela preguiça!

Para Marcellaro Júnior, a obesidade é uma condição de balanço energético positivo estocado sob a forma de gordura com efeitos deletérios à saúde. “A obtenção do peso ocorre quando é ingerido mais do que é gasto, o que pode gerar um desequilíbrio na balança de ingestão e gasto de energia”. Por isso a importância das atividades físicas para os bichos e do controle da alimentação deles.
Pode ser difícil resistir aos focinhos “pidões” quando se está a comer uma guloseima, mas pensar na saúde deles em primeiro lugar pode ser uma poderosa arma para sua resistência. E para ajudar seu pet a manter uma alimentação correta e saudável, você pode começar cortando alguns alimentos que não devem nem sequer passar perto deles. Veja lista de produtos perigosos, feita pela veterinária Amanda Carvalho!
O ideal, segundo Marcellaro Júnior, é fornecer somente ração seca de boa qualidade, que pode ser indicada pelo seu veterinário. Isto porque estas rações já são balanceadas com todos os nutrientes que o pet precisa para ter uma alimentação saudável. Evitar petiscos ou comida caseira que contenham muito sal ou gordura também auxilia. “Alimentos que contém açúcar ou principalmente chocolate são proibidos aos animais. Petiscos saudáveis como frutas não ácidas, talos de vegetais como cenoura ou brócolis podem substituir os petiscos industrializados”, explica o veterinário.
Quem também prejudica e muito a saúde dos animais domésticos é o tão conhecido amigo da sociedade moderna, o sedentarismo. O problema possui papel importante no desenvolvimento da obesidade de cães e gatos, ainda mais quando o animal possui a mesma rotina e alimentação do dono. “A maioria dos animais é obesa devido à superalimentação induzida pelo proprietário e/ou a quantidade inferior de exercícios”, explica Marcellaro Júnior. Para ele, cães que não têm a companhia de outro animal, têm uma maior chance de desenvolver a obesidade, pois não terão o hábito de brincar e pular, e com isto consequentemente gastar energia.
Para Marcellaro Júnior, temos que lembrar que existem vários meios de recompensar o cão, do que só com comida. Carinho, um longo passeio ao ar livre, interação com outros animais são ótimas formas de recompensas não alimentares.


Atenção ao tratamento!

Aos 09 anos o cãozinho Bidu da raça Dachshund, mais conhecida como salsicha, começou a apresentar um comportamento diferente, que chamou a atenção de sua dona, a estudante Isabella Boni. “Percebi que ele estava ficando mais preguiçoso, com dificuldade de executar alguns movimentos, e a aparência dele também mudou”, conta.
Preocupada, a jovem levou o animal ao veterinário, que diagnosticou a obesidade e sugeriu um tratamento específico que inclui um plano de perda de peso. “O tratamento indicado foi a introdução de uma dieta, na qual ele deveria comer uma fruta de manhã, no almoço uma vasilha pequena de ração - já que o Bidu é de pequeno porte - e à noite mais uma porção de frutas. Foi indicado também caminhadas, e como ele toma o remédio gardenal por ser epilético, uma diminuição na dose do medicamento”, descreve Isabella.
O tratamento foi seguido por 1 ano e meio, até que a família ganhou um novo cãozinho da mesma raça que Bidu. “A novidade dificultou a manutenção da dieta, por acharmos que ele ficaria com vontade ao ver o outro cachorro comendo. No entanto houve uma melhora na atividade física”, afirma a jovem.
Por não gostar de fazer caminhadas, Bidu foi incentivado a se movimentar por meio de brincadeiras e brinquedinhos de interação, como as bolinhas para pets. Apesar de não ter conseguido manter a dieta corretamente com o animal, Isabella conta que houve grande melhora nas ações dele. “Hoje podemos perceber que o Bidu está muito mais ativo’”, conclui.
O tratamento da obesidade, assim como de outros problemas de saúde dos animais, envolve modificação na dieta, plano de atividades físicas, esforço e cuidados do proprietário. Isso mesmo, a atenção do dono também é eficaz e ajuda muito na melhora do pet.

Segundo Marcellaro Júnior, há quatro estratégias que podem ser utilizadas para redução de peso: dieta hipocalórica, exercício físico, psicologia e medicamentos. Veja abaixo cada uma delas, explicados pelo veterinário:

Dieta + Exercício
A redução de peso requer que a energia ingerida seja menor do que a energia gasta. A perda de 1 quilo de tecido adiposo corresponde a um déficit energético de aproximadamente 7700 Kcal. Este déficit pode ser obtido por um decréscimo de energia ingerida e/ou aumento de energia gasta.
O exercício físico aumenta diretamente o gasto energético, inclusive durante o repouso. Aproximadamente 1 hora de exercício leve por dia, como caminhada, aumenta o gasto energético em aproximadamente 10% sobre uma taxa metabólica basal.
O exercício deve ser implementado gradualmente, iniciando-se com um nível tolerado pelo animal e proprietário, principalmente se houver problemas ortopédicos, cardiovasculares ou pulmonares. A natação pode ser uma alternativa à caminhada e algumas vezes é mais indicada para pacientes ortopédicos. Como a natação implica em maior gasto calórico por minuto que a caminhada, o animal poderá gastar a mesma quantidade de calorias em menos tempo de natação.
Psicologia
Muitas pessoas têm o prazer de alimentar seus animais de estimação condicionando-os ao consumo excessivo através do comportamento de “pedir alimento”. O compromisso do proprietário é o fator mais importante para o sucesso de um programa de redução de peso.
Medicamentos
São utilizados nos tratamentos das doenças metabólicas dos animais, como no caso de um eventual hipotireoidismo. Não há qualquer droga indicada para perda de peso em cães e gatos que tenha sido plenamente avaliada quanto à segurança e eficácia.

Deixar que seu animal de estimação entre de vez na rotina de sua família não significa tratá-lo como ser humano, ou enxergá-lo como tal. A humanização dos animais não deve ser baseada em excessos, e sim em cuidados especiais e muito carinho. Só assim os problemas dos humanos não atingirá os nossos amigos de quatro patas. Animal é companheiro, não um reflexo do dono!

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Veterinários alertam que verão é a época para infestação de carrapato

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Assista ao vídeo:
Quarta-feira, 18/01/2012
Durante o verão, quando chove e faz sol, o mosquito da dengue não é a única preocupação nas casas. Os proprietários de animais, como cachorros, devem ficar atentos ao risco de uma infestação de carrapatos.

Fonte: Globo vídeos
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nestlé quer acabar com a obesidade - de cães e gatos

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A gigante de produtos alimentícios Nestlé quer ajudar cães, gatos e outros animais domésticos que estão acima do peso — e seus rechonchudos proprietários — a emagrecer.
A maior fabricante mundial de alimentos lançou um novo programa de redução de peso para ajudar animais de estimação e seus donos a voltar à boa forma.
O Projetct: Pet Slimdown ("emagrecimento de bichos de estimação") é um recurso on-line criado nos Estados Unidos pela Purina, marca da Nestlé de ração para animais domésticos, em associação com Jenny Craig, firma especializada em perda de peso, que oferece conselhos grátis para emagrecer e dicas de exercício para animais e seres humanos.
Idéias para exercícios, caminhadas e o apoio de outros consumidores que também estão de dieta fazem parte do pacote. O programa incentiva os donos de animais a buscar ajuda de um veterinário para criar um programa de dieta e exercícios para perder peso.
"A epidemia da obesidade não se limita às pessoas. Dois terços dos adultos nos EUA estão com excesso de peso ou obesos, e mais da metade de todos os animais de estimação do país também estão na luta contra a balança", disse Lisa Talamini, diretora de pesquisa e inovação de programas da Jenny Craig, em um comunicado.
O fenômeno de animais obesos é tão generalizado que a Pfizer oferece um remédio para emagrecer especial para cães, chamado Slentrol.
A Nestlé está usando o exemplo de um dachshund, que estava tão gordo que sua barriga quase encostava no chão. Pesando 7 quilos, ele conseguiu baixar para 5,5 quilos depois de três meses no programa de dieta, e finalmente chegar ao seu peso ideal de 4,5 quilos.
O programa oferece links para a empresa Jenny Craig, o que promove também as vendas de seus produtos para os proprietários de animais.
"Os bichos de estimação são leais; eles não julgam, só dão apoio", disse Grace Long, veterinária da Nestlé Purina nos EUA, em um comunicado . "Eles são os parceiros ideais para perder peso."
Além de ajudar os animais a ficarem mais saudáveis, existe, naturalmente, um argumento comercial.
Segundo a Associação de Prevenção da Obesidade de Animais de Estimação dos EUA, cerca de 32% dos 86 milhões de gatos do país estão com excesso de peso e 35% dos 78 milhões de cães também têm esse problema.
As dietas para controlar o excesso de peso canino compõem cerca de um quarto das vendas da Nestlé de alimentos para cães nos EUA, que atingiram US$ 512 milhões em 2010. Cerca de 17% dos US$ 317 milhões em vendas de comida de gato da Nestlé provêm de pessoas interessadas em colocar seus gatos num regime, segundo dados da firma de pesquisas de mercado Audits & Surveys.
Com o aumento das vendas de alimentos para animais, talvez fosse inevitável que algumas tendências do marketing de alimentos humanos passassem para o reino animal.
Naturalmente, os animais de estimação não escolhem qual comida comprar. Isso depende dos donos, e a Nestlé espera convencê-los com seus argumentos em prol da saúde.
Se for bem-sucedida, os analistas calculam que a iniciativa dirigida aos animais de estimação também impulsionem as vendas de produtos dietéticos da Nestlé destinados a pessoas, além de criar um vínculo mais profundo com a marca Purina. A Purina é parte da divisão Petcare da Nestlé, que divulgou faturamento de 7,08 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 7,42 bilhões) nos primeiros nove meses de 2011.
Assim, quando se trata de dietas, o cão pode continuar sendo o melhor amigo do homem. E pode também ajudar a Nestlé a aumentar seus lucros.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

10 perigos para os animais nas festas de final de ano

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Um brinquedo gigante cheio de bolinhas para puxar e morder. Provavelmente, é assim que o seu gatinho enxerga aquela linda árvore de Natal que você montou na sala. O resultado? Nem sempre os enfeites chegam intactos ao dia 25 de dezembro. Mas isso é o de menos. Pior mesmo é quando as comemorações de fim de ano causam acidentes – alguns até fatais – para os pets. “As festas podem ser catastróficas para os bichos, porque aumentam a quantidade de pessoas na casa e, com isso, a oferta de petiscos”, alerta a veterinária Ana Paula Madeira, do Hospital Veterinário Pompeia

A atenção deve ser redobrada se o animal de estimação tiver pouco tempo de vida. “O perigo está nos 
filhotes de cães e gatos, que têm atração pelos penduricalhos. Em geral, os cachorros adultos não se interessam tanto pelos enfeites”, diz a doutora Carla Alice Berl, do Hospital Veterinário Pet Care

Listamos os 10 maiores perigos que o Natal e o réveillon oferecem. Confira e saiba o que fazer para proteger o seu melhor amigo: 


1. BOLINHAS DE NATAL 
Vários objetos redondos pendurados na árvore de Natal podem parecer um brinquedo divertido para o seu bichinho. “Já atendemos casos de gatos que chegaram a engolir uma bolinha inteira”, afirma a veterinária Carla Berl. “Os cachorros – principalmente os filhotes – costumam morder e ingerir pedaços dos enfeites”, completa. A melhor solução é deixar o pinheiro em um local fora do alcance dos animais e ficar sempre de olho. Também existem produtos vendidos em pet centers para afastá-los. É só aplicar uma pequena quantidade nos objetos. Os bichos vão desistir da "tentação" depois da primeira lambida, por causa do gosto ruim. 


2. PISCA-PISCA 
Quem não gosta de ver o pinheiro de Natal todo iluminado quando anoitece? O problema é que as luzinhas oferecem grande perigo para os animais de estimação, que podem morder o fio e se machucar. “O pisca tem risco de choque elétrico e pode causar queimaduras na língua e no focinho, além de alterações neurológicas ou metabólicas mais graves”, explica Ana Paula Madeira. A indicação é a mesma das bolinhas: mantenha o enfeite longe do animal e fique sempre atento ao comportamento dele.


3. COMIDA 
Peru, bacalhau, panetone. Você merece todas as delícias da ceia de Natal e de ano-novo, mas elas podem ser prejudiciais à saúde do seu melhor amigo. Resista bravamente àqueles olhares pidões e não ofereça pedacinhos de comida para os bichos. Peça para os seus convidados fazerem o mesmo. “Todos os anos atendemos vários animais intoxicados, com vômitos e diarreia. Eles comem algo a que não estão acostumados e acabam passando mal”, conta Carla. 


4. BEBIDA ALCOÓLICA 
Nesta época do ano alguns animais chegam aos hospitais veterinários – pasme! – em coma alcoólico. “Isso acontece porque as pessoas costumam esquecer copos cheios em lugares de fácil acesso”, diz Ana Paula. Alguns donos acreditam que, se a bebida não faz mal a eles, também não trará consequências para seu animal de estimação. No entanto, o álcool é absorvido ainda mais rapidamente pelo aparelho digestivo dos pets e metabolizado no fígado. Alguns dos efeitos são náuseas, vômitos, problemas respiratórios e coma. 

5. PRESENTE VIVO 
Há quem escolha presentear aquele amigo ou parente querido com um animal de estimação. A surpresa pode ser inesquecível, mas é bom pensar duas, três ou até vinte vezes antes de fazer essa opção. “Quando as pessoas não estão preparadas para receber um animalzinho, a situação pode acabar em abandono, que é crime ambiental”, alerta Ana Paula. O cuidado deve ser redobrado se o "mimo" for destinado a uma criança. Dependendo da idade, o novo dono não terá responsabilidade suficiente para cuidar do bichinho e, nesse caso, a tutela fica por conta dos pais.


6. FITAS, SACOLAS E PLÁSTICOS 
As pessoas costumam colocar os presentes no chão, em torno da árvore de Natal. Por ficarem no piso, local de fácil acesso, as embalagens plásticas e fitinhas atraem cães e gatos, que podem morder e engolir os materiais. O perigo é parecido com o das bolinhas penduradas na árvore. Então, se o seu animal for do tipo curioso ou bagunceiro, guarde os presentes em um lugar que ele não alcance. 

7. FOGOS DE ARTIFÍCIO 
Os cães têm uma audição muito aguçada, o que pode ser útil para que eles ouçam, de longe, quando o dono chega ou quando algum perigo se aproxima. Mas o que é uma vantagem durante todos os outros dias torna-se um problema no período de festas. A explosão de fogos de artifício assusta os animais. “Recomendamos que os donos fiquem próximos dos bichos, para tranquilizá-los. Também é bom colocar um pouco de algodão nos ouvidos deles”, diz Carla Berl. “Em alguns casos, os veterinários podem até prescrever calmantes”, afirma. 

8. CALOR 
As festas de fim de ano coincidem com o início do verão e, por isso, é bom tomar cuidado para evitar a desidratação. “Dê água gelada e deixe o animal em um lugar onde haja sombra. Paredes e pisos frios também são opções para o pet encostar e se refrescar”, diz Carla. Outra dica é evitar passeios em horários muito quentes. De acordo com a veterinária, se o cachorro ou gato tiver pelagem clara e estiver exposto ao sol, o dono deve passar protetor solar (produtos específicos para animais, encontrados em pet shops) em áreas mais sensíveis, como as orelhas. 

9. VIAGEM DE CARRO 
Se for aproveitar a virada do ano na praia e o bichinho for junto, certifique-se de que a viagem será confortável. “O ideal é que tanto gatos como cachorros sejam levados dentro de caixas de transporte de tamanho adequado”, explica Ana Paula. “Evite alimentar o animal nas duas horas que antecedem a viagem, para que ele não vomite no caminho, e, se o percurso for longo, pare algumas vezes para o animal fazer xixi”, diz. Além disso, prefira viajar nos horários mais frescos – bem cedinho ou durante a noite. 

10. HOTEL 
Quem vai viajar e não tem como levar o pet, pode optar por deixá-lo em um hotelzinho. Antes de escolher o estabelecimento, faça uma pesquisa para ver qual é mais confiável, se os profissionais são aptos a lidar com eventuais problemas de saúde, como são as instalações... “É importante deixar todos os seus contatos para que você seja encontrado facilmente no caso de uma emergência”, indica Carla. 


Fonte: Revista Casa e Jardim
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Aprenda a dar banho da maneira correta no seu cão

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Aprenda várias técnicas para deixar o seu cachorro limpinho.
A higiene bucal dos pets deve ser realizada pelo menos uma vez por dia. Com uma escova própria para cães faça movimentos circulares por toda a dentição do bichinho.
Para limpar os ouvidos, o ideal é pingar o produto próprio para pet dentro da orelha do cãozinho e massagear bem e depois limpar o excesso na parte externa com um algodão seco.
Na hora de dar aquele banho no pet, não se esqueça de colocar um algodão seco no ouvido do cachorro para evitar que a água entre nesta cavidade.
Para animais normais, os banhos devem ser dados de 15 em 15 dias, se ele tiver algum problema na pelagem a lavagem pode ser ministrada até uma vez por semana.
Sempre use um xampu especial para cães e escove os pelos do pet durante o banho para retirar o excesso e desembaraçar.
Fonte: R7


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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cuidados para evitar os carrapatos nos animais domésticos

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Terça-feira, 06/12/2011
Umidade e calor intenso são condições ideais para a reprodução dos carrapatos, que incomodam e trazem doenças para os bichinhos. Aprenda como fazer um controle rigoroso nesta época do ano.

Fonte: Globo Vídeos


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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vídeo: Veterinária fala sobre vacinas para cães e gatos

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 Veja no vídeo dicas da veterinária para vacinar cães e gatos.

 Fonte: Globo vídeos

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Pets: Fogos de artifício podem causar traumas

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Avaliação médica nos dias que antecedem festas para orientações é recomendação de veterinária

As festas de final de ano estão chegando e, para comemorar, as pessoas recorrem a rojões e fogos de artifício. Pets não ficam de fora das festas e não estão imunes ao barulho causado por esses artefatos.
Os cães possuem a sensibilidade auditiva maior que dos humanos. Por isso, a atenção dos donos deve ser redobrada nos períodos de festas, quando os rojões e fogos de artifício são comuns. Os animais podem se assustar e o medo pode lhes acarretar uma série de traumas psicológicos e físicos.

Segundo a médica veterinária Luciane Martins, durante o Réveillon a melhor solução é fazer o animal participar da festa dentro de casa e tomar todos os cuidados possíveis para que o pet não sofra nenhuma queda nem se agite demais com o barulho dos fogos.

“O ideal é deixar o animal em um local com várias pessoas. A casa deve ser um local não silencioso, para que o contraste com os sons externos seja minimizado”, indica.

Para os donos que não passarão a virada de ano em casa, a veterinária aconselha que sejam tomadas providências parecidas com aquelas exigidas quando o proprietário vai viajar, como contratar uma babá ou deixar o animal em casas de amigos e parentes.

“É importante não deixar o animal sozinho, os donos devem se programar antes do início das festas para que o animal esteja em companhia de alguém”, aconselha.

O medo causado pelos fogos pode acarretar alguns tipos de transtornos à saúde do pet, desde traumatismos físicos até convulsões e complicações cardiorrespiratórias.

“Se aparecerem sinais de consequências causadas pelo pânico, é indicado que os donos procurem assistência médica veterinária. Mas se for apenas susto, basta dar bastante carinho e manter o animal sob observação em um local calmo”, completa.

No caso de bichinhos com histórico de problemas cardíacos, ou outras doenças em que o stress possa afetar a saúde, Luciane aconselha uma avaliação médica nos dias que antecedem as festas para orientações e providências antecipadas.

“Em alguns casos são indicados medicamentos, mas é preciso que os donos procurem sempre orientação médica veterinária. A melhor solução para evitar maiores problemas é a companhia de alguma pessoa ou do próprio dono”, finaliza a veterinária.


Fonte: A Tribuna
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Saiba quando seu cachorro deve entrar na dieta

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                                                                                        Foto: Thinkstock

Dieta não é só coisa de humano. Cachorro também precisa fazer regime de vez em quando para entrar em forma.
Seu cão pode estar engordando sem você perceber, por isso fique atento a algumas dicas que te fará notar se seu bichinho de estimação está com problemas e, aqui, saiba como solucioná-los.
Fabrício Lorenzini, médico veterinário do Hovet (Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi), explicou que olhar a lateral do cão é fundamental para saber se seu pet está com o peso adequado.
- O cachorro é considerado normal quando suas costelas não estão visíveis na lateral, mas são facilmente sentidas quando apalpadas. O cão deve ter o corpo em formato de ampulheta, ou seja, deve ter a circunferência mais fina na região da cintura. Qualquer alteração nestas características pode ser sinal de sobrepeso.
Mesmo com estas dicas é essencial que o cachorro seja acompanhado regularmente por um veterinário, pois só um médico especializado poderá diagnosticar um caso de sobrepeso ou até mesmo obesidade.
Como no caso do IMC (índice de massa corporal) humano, os animais também têm uma escala que define os padrões de normalidade do peso. Geralmente, 15% do peso de um cachorro normal representam a quantidade de gordura, números maiores que este são um sinal de alerta.
Um animal com sobrepeso pode ter diversos problemas de saúde, como explica Fabrício.
- O excesso de peso pode acarretar problemas nas articulações do cachorro, no trato pulmonar, como ronco e dificuldade de respirar, problemas cardíacos, diabetes e pesquisas recentes mostram que obesidade pode causar câncer nos animais.
Para os bichos que estão acima do peso, os tratamentos mais adequados são dieta e atividade física, em especial a hidroterapia.
O veterinário Fabrício detalha o que se deve fazer quando seu cão tem que entrar na dieta.
- Hoje existem no mercado diversas rações especiais para animais em dieta, mas o mais indicado é procurar um veterinário especialista em endocrinologia que prescreva um plano alimentar para o seu animal.
É essencial evitar dar qualquer tipo de alimento para o cachorro que não seja a ração, mesmo que a carinha de tristeza do bichinho parta seu coração.
Nos casos mais extremos em que o cachorro é considerado obeso, o tratamento é o mesmo: dieta e atividade física, pelo menos no Brasil, onde os medicamentos para redução de peso são proibidos.
Fonte: R7
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Produto natural é aposta para pets

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Produtos naturais, tanto medicinais quanto cosméticos, estão entre as grandes apostas de empresas que produzem artigos para animais.
Os lançamentos nessa área serão apresentados em uma das maiores feiras do setor, a Pet South America (Feira Internacional de Produtos e Serviços para a Linha Pet e Veterinária), que será realizada entre 18 e 20 deste mês no Expo Center Norte (rua José Bernardo Pinto, 33, Vila Guilherme), em São Paulo.
Disputam espaço nas gôndolas dos pet shops brasileiros itens como produtos homeopáticos e xampus à base de sementes, ouro e vinho.
Com o apelo crescente por artigos naturais, empresas têm investido em "água com sais da Amazônia e ração sem transgênicos para atrair donos engajados", exemplifica Ligia Amorim, diretora da NürnbergMesse Brasil, organizadora do evento.
Alexandre Rezende/Folhapress
Dalton Ishikawa, com os jogos educativos para animais, em SP
Dalton Ishikawa, com os jogos para animais, em SP
Conhecer as novidades desse mercado e prospectar fornecedores motivou Fernando Nunes, gestor de negócios do Pet Center Marginal, de produtos para animais, a cadastrar-se como visitante nesta edição da feira.
"Produtos naturais são tendência mundial e esperamos firmar parcerias para levar essas novidades às lojas."
Atenta a esse público consumidor potencial, a Natural Pet, fabricante de cosméticos para cães e gatos, vai apresentar na feira uma linha de xampus e condicionadores com óleo de argan, semente de árvore típica do Marrocos.
A coleção, explica o proprietário Saul Spinetti, é destinada principalmente a pet shops e clínicas veterinárias. "As vendas em gôndola representam apenas 30% do nosso faturamento", calcula.
A marca, afirma, vai participar pela terceira vez da feira. Este ano, contudo, é a primeira exposição com subsídio de 40% do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
A parceria com a entidade - firmada este ano pelos organizadores da feira-, aponta Amorim, vai expandir a gama de produtos e serviços expostos. "O setor [veterinário] é marcado por pequenas empresas com baixo capital para divulgação, mas com alto potencial competitivo."
Também em parceria com o Sebrae, a Pet Games vai levar à feira jogos educativos para cães e gatos. O objetivo do investimento, afirma o veterinário e proprietário Dalton Ishikawa, 38, é estreitar relacionamento com lojistas.
"A efetivação de negócios é dificultada quando temos que passar pelos distribuidores", destaca o empresário.
Além de produtos naturais, o evento trará equipamentos de última geração -como GPS para rastrear animais -, aparelhos diagnósticos e serviços de medicina alternativos-como acupuntura.

Fonte: Folha
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sábado, 15 de outubro de 2011

Jornal de Ribeirão Preto (SP) faz relato de 24 horas em um hospital veterinário

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Quem passar um dia numa clínica veterinária, definitivamente, aprenderá a respeitar os cães. Se tiver bom coração, irá além, muito além. Pedirá a São Francisco de Assis pela saúde da pinscher Miri, dez anos, de olhar tristonho, como quem está se despedindo da vida.
Vai se emocionar com Kany, uma obediente rottweiler de onze anos que, com suspeita de câncer, teve retirado um tumor de 1,3 quilo e toda a cadeia mamária. Diariamente, ela se submete a um demorado curativo, com a dignidade dos bem-aventurados.
Um bom observador também haverá de se enternecer com a coceira que prostrou Maylon, um vira-lata com traços de nobreza, internado com mais de uma centena de carrapatos.
Ou poderá chorar com o drama de Cuco, um alegre cocker spaniel que teve a perna esquerda amputada. Mas certamente irá também se divertir um pouco com as rosnadas de Negão, uma mistura de dobermann com rotweiller, que mesmo com focinheira de ferro do tamanho de uma tigela, dá muito trabalho para ser medicado.
Ou com a aventura pouco convencional de Lisa, uma vira-lata de três anos, que se apresentou desnorteada e babando. Só depois do susto, é que se soube que ela tinha se metido com um sapo.
E, principalmente, haverá de se indignar com pessoas que mostram desejo explícito de se livrar do seu animal, por motivos fúteis, como idade avançada ou doença que ainda pode ser controlada. Elas chegam e, simplesmente, propõem o sacrifício. Não é o caso das sérias, mas clínicas em busca do lucro fácil aceitam.
O caso de Miri
Miri, uma pinscher de dez anos, aguarda o atendimento no colo de sua dona, Neusa de Araújo. Seu olhar parece distante e triste, como se estivesse desistindo do mundo.
Miri tem uma forte infecção, que não obstante vários exames, ainda não foi identificada. Isso é um mau sinal.
Um cão, em estado normal, possui 17 mil leucócitos. Os exames detectaram mais de 58 mil em Miri. Agora, a veterinária Fernanda Fachin está combatendo a febre de Miri, que anda com o apetite caprichoso (comendo pouco). Ela sofreu um princípio de convulsão na mesa, prontamente debelado.
Ela vai receber glicose e complexo B e receberá protetor gástrico. As despesas com o pequeno animal de 5,4 quilos já bateram nos R$ 300 e faltam ainda novos e caros exames.
O maior receio da veterinária é que a metástase tenha tomado conta das pernas de Miri, que há oito meses retirou um tumor canceroso. O resultado dos exames restantes será conhecido nesta semana. O destino de Miri, também.
O caso de Maylon
Mesmo derrubado em razão de um ataque de mais de uma centena de vorazes carrapatos, Maylon ainda exibe seus encantos. Vira-lata de origem, tem ares de nobreza. Seu nome é o mesmo do cachorro do Maskara (Jim Carrey). Na verdade, Maylon lembra um pouco o homônimo famoso. Mas, infelizmete, não foram apenas os carrapatos que derrubaram Maylon. O veterinário João Luiz Camacho descobriu também uma cinomose, doença viral. Por isso, Maylon continua internado. A família já está combatendo os carrapatos no quintal, usando piretroide e butox.
"A doença do carrapato debilita e pode matar o cão. Os ataques são mais frequentes no verão. É preciso vistoriar, diariamente, os pelos do animal. Quem tiver gramado, deve usar drogas específicas", diz Camacho.
Caso à parte
Carrapato também é o drama de Negão. Há nove anos, no Tanquinho, zona Norte de Ribeirão Preto, o vizinho do calheiro José Gonçalves da Silva partiu de mudança. Deixou um colchão velho, algumas cadeiras quebradas, uma mesa imprestável e um cachorrinho preto, mirrado, magricela, com poucos meses de vida. Então, dona Fátima, penalizada, convenceu o marido a recolher "Neguinho", que perambulava desnorteado pelas ruas. Ele ia ser o companheiro de Lila, jovem mestiça de pastor alemão com fila, já com um ano.
Na verdade, Neguinho é um mestiço de rottweiler com doberman, essas misturas que ocorrem nas periferias das grandes cidades. Com o tempo, virou Negão, 33,5 quilos e 15 quilos de ração por mês.
"Ele me enganou. Achei que fosse um vira-latinha", explica dona Fátima.
Na clínica
Dona Fátima não sabe o que aconteceu, como foi deixar juntar carrapatos em casa, a ponto de comprometer a saúde de Negão. Mesmo porque, Lila está bem, os bichos que chupam sangue não chegaram até ela.
"Estou triste. Mas já limpei a casa toda e o quintal. Passei bastante remédio, diz dona Fátima.
Meio grogue com o ataque dos carrapatos, Negão não ofereceu resistência ao chegar. Foi devidamente medicado com soro, antibiótico, antitérmico, protetor hepático e gástrico.
Uma hora depois, o soro fez efeito, Negão recuperou as forças e se pôs de pé. Ainda bem que tinham colocado focinheira de ferro, bem reforçada. Mesmo com uma espécie de "tigela" no nariz, Negão irritou-se, queria morder e não deu mais sossego. José Gonçalves tinha que segurar forte a coleira. Mas, quando enfezava, Negão, com um impulso, desalojava o dono da cadeira.
Foi necessário um tranquilizante para Negão se acalmar. Só assim retiraram a sonda de sua perna esquerda. Depois de descansar mais meia hora, Negão foi liberado. Tiraram a focinheira e ele recuperou a tranquilidade.
"É um bom cachorro, não ataca ninguém", diz dona Fátima.
Os gastos veterinários - o cachorro vai continuar em tratamento por mais 21 dias - vão superar os R$ 800. Mas quando Negão chegou à calçada, o dono a puxá-lo pela coleira, instalou-se nos lábios de José Gonçalves um sorriso que dinheiro nenhum seria capaz de comprar.
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