sábado, 23 de julho de 2011

"Um dia de cão"? Para alguns cachorros essa frase tem outro sentido





Não é de hoje que os animais de estimação ganharam o status de membros da família. São os gatos e principalmente os cães, que atingiram esta condição de desfrutar do convívio mais intenso com os seres humanos,  justamente pela maior condição de inteiração física e emocional.
Na linha “nada é bom demais para o  melhor amigo”, os donos de animais têm à disposição uma infinidade de produtos que chamam a atenção pela curiosidade, preços elevados e, sobretudo, pela busca de igualar as necessidades de pets e humanos.
O cachorro estressado, por exemplo, pode se deliciar com um “dia do cão”, desfrutando de massagens e banho de ofurô em clínicas e pet shops especializados de Sorocaba. Ou então, ter sua própria festa de aniversário com doces e bolos confeccionados especialmente para ele.
Um mimo?  Sim, mas nada de exageros que ultrapassem o amor pelo animal, garante a   contadora Célia Salazar Dias, 47 anos, que mudou de vida com a chegada da poodle  Cherry. “Ganhei um objetivo maior. Não casei, não tenho filhos. Ela é a minha vida”, conta, dizendo que aprendeu com o animal conceitos importantes como lealdade e fidelidade.
Para retribuir tanto amor incondicional, Cherry, de 10 anos,  tem do bom e do melhor. Começa com seu próprio e quase exclusivo espaço dentro do apartamento, atualmente em  reforma: um quarto todinho seu e equipado com  uma cama box. Há ainda  brinquedos, roupinhas e, na parede, um mural de fotos.  
Além de uma caminha extra que custou R$ 140,  e que a contadora considera sua maior extravagância, a cadelinha possuiu vários cobertores, lençol, roupinhas para o inverno  e até um travesseiro do anjo da guarda.
“Já gastei R$ 500 com  uma cirurgia para limpeza de tártaro”, lembra a dona.
Mas estes são cuidados com a saúde, lembra  Célia, que recebe visitas rotineiras do veterinário em casa. É que Cherry fica desesperada ao chegar na clínica e a dona optou por poupá-la do aborrecimento, trazendo as consultas para dentro de casa.
Uma campeã /A advogada Leila Amaral Momberg, 42 anos, é a feliz proprietária da schnauzer Sharon, de 3 anos, uma campeã da raça, com títulos em competições Panamericano, Brasileiro e Juvenil. Além do destaque nas pistas, Sharon é o xodó da casa.
“Ela foi super escolhida, em um canil top de Jundiaí. Foi tudo muito planejado”, conta Leila. Do período de competições já encerrado, sobraram cuidados especiais com alimentação e beleza, como a tosa oficial da raça, um serviço que, segundo ela, não é oferecido em Sorocaba.
Graciosa com sua coleira-bandana, Sharon é a grande companheira de Leila. “Luxo? O luxo dela é ser tratada como criança”, diz a proprietária, contando que a cachorra já teve até uma festa de aniversário, feita com produtos especiais e convidados. Cachorros, é claro.
Exageros devem ser evitados Mais do que embonecar os pets e oferecer guloseimas, o dono deve ficar atento à saúde e ao bem estar
Cuidar bem dos animais de estimação é obrigação e faz parte da posse responsável. Mas os exageros devem ser evitados, afirma o médico veterinário José Henrique Marinho Mauad,  membro da delegacia regional do CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária), em Sorocaba.
O limite entre o amor e os cuidados desnecessários é muito sutil, aponta, mas pode ser percebido em um momento da relação. “É exagerado, e há muitos estudos sobre isso, quando se começa a tratar o animal como gente, a deixá-lo humanizado, transferindo a ele uma  carga emocional. Por mais que se ame, é bom lembrar que  ele continua sendo um  animal”, explica.
O bicho de estimação não tem a menor necessidade pintar as unhas ou os pelos, usar chapéu ou comer  chocolate especial. Isso tudo, aponta o veterinário, é para satisfazer a vontade do dono. “O animal vai gostar tanto do banho de ofurô quanto de um banho quentinho preparado para ele”, compara.
O grande problema é quando os cuidados exagerados comprometem a saúde do cão ou gato.
O esmalte usado nas unhas ou a tintura dos pêlos, por exemplo, podem conter componentes tóxicos que podem provocar diversos problemas, entre eles, alergia.
“O chocolate que existe para cachorro não tem nada de cacau, mas imita a aparência, o formato, a cor. E o mercado percebeu esta demanda”, avalia o veterinário.
Na dúvida, antes de comprar mimos e acessórios para embonecar o seu bichinho, vale a recomendação do especialista: o importante é que nada afete a saúde e o bem estar do animal.
Mesmo após a morteO amor aos bichinhos vai além da morte. Em Sorocaba, por exemplo, existe o  cemitério Caminho do Céu, fundado em 2007 para  abrigar os restos mortais dos melhores amigos. O enterro em uma cova individual custa R$ 830; em cova coletiva sai por R$ 290.     
CremaçãoJá para quem deseja conservar a lembrança muito mais próxima, existe em Araçoiaba um serviço de cremação de animais
Fonte: Rede Bom dia
Blog do Johnnyon

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