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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Cães conseguem entender as intenções de seus tutores
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Foto: Divulgação
Estudo usou o mesmo método utilizado em pesquisas anteriores com bebês
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O que muita gente já tinha notado no cãozinho de estimação agora foi comprovado cientificamente: cachorros conseguem perceber a intenção dos donos quando eles dão os comandos. De acordo com o estudo, cães são receptivos a comunicação humana de uma forma que foi atribuída, anteriormente, apenas aos bebês.
Assim como os bebês de seis meses, os cachorros são sensíveis a deixas – que incluem o contato verbal e visual - que sinalizam a intenção de comunicação. “Concluímos no estudo que cães devem compreender alguns aspectos da comunicação humana e parece que a comunicação ostensiva de humanos facilita atitudes receptivas no cachorro (da mesma forma que em bebês da fase pré-verbal)”, disse ao iG, József Topál, do Instituto de Pesquisas Psicológicas da Academia de Ciências da Hungria e um dos autores do estudo publicado no periódico Current Biology.
Topál acredita que esta habilidade dos cães explica porque muitas pessoas tratam seus bichos de estimação como se fossem bebês. “As pessoas intuitivamente reconhecem que há uma relação funcional entre alguns aspectos na habilidade de comunicação de cães e bebês”, disse.
O estudo usou o mesmo método utilizado em pesquisas anteriores com bebês. Durante os testes, os cães assistiram a um vídeo de uma pessoa que se direcionou para um dos dois potes de plástico da cena enquanto um rastreador ocular capta a reação do cão. Num primeiro momento, a pessoa olhou diretamente para um dos potes, dizendo "oi, cão" com uma voz estridente. Depois, a pessoa fez o mesmo só que com entonação mais suave e sem contato visual. Os testes mostraram que os cachorros tendiam a olhar mais para o pote na primeira situação, quando a pessoa demonstrava a intenção de se comunicar.
De acordo com os pesquisadores, ainda não se sabe se os cães contam com caminhos semelhantes ao dos cérebro dos bebês para processar estas deixas. "Com o rastreamento ocular, tivemos uma primeira experiência sobre como a mente dos cães está trabalhando e processando os estímulos, levando em conta que a direção e o tempo do movimento do olho indica o interesse especial da mente”, disse. Topál pretende agora usar novas técnicas para poder aprofundar o processo mental dos cachorros.
O estudo usou o mesmo método utilizado em pesquisas anteriores com bebês. Durante os testes, os cães assistiram a um vídeo de uma pessoa que se direcionou para um dos dois potes de plástico da cena enquanto um rastreador ocular capta a reação do cão. Num primeiro momento, a pessoa olhou diretamente para um dos potes, dizendo "oi, cão" com uma voz estridente. Depois, a pessoa fez o mesmo só que com entonação mais suave e sem contato visual. Os testes mostraram que os cachorros tendiam a olhar mais para o pote na primeira situação, quando a pessoa demonstrava a intenção de se comunicar.
De acordo com os pesquisadores, ainda não se sabe se os cães contam com caminhos semelhantes ao dos cérebro dos bebês para processar estas deixas. "Com o rastreamento ocular, tivemos uma primeira experiência sobre como a mente dos cães está trabalhando e processando os estímulos, levando em conta que a direção e o tempo do movimento do olho indica o interesse especial da mente”, disse. Topál pretende agora usar novas técnicas para poder aprofundar o processo mental dos cachorros.
Fonte: IG
domingo, 4 de dezembro de 2011
Estudo busca entender memória canina na relação com o homem
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| Para entender os mecanismos de memória e comunicação, os pesquisadores farão experiências com os cães e seus donos Foto: AFP |
Quando que um cachorro é capaz de lembrar-se dos sinais com os quais o ser humano se comunica com ele? Partindo desta questão, pesquisadores do Laboratório de Cães do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) realizam um estudo que pode abrir caminho para uma melhor compreensão do funcionamento da memória operacional nesses animais dentro dos processos comunicacionais e, com isso, fornecer informações comparativas para a compreensão da memória do homem.
Apesar de os cães terem uma comunicação especialmente estreita com os seres humanos - superando eventualmente a compreensão que têm os chimpanzés -, ainda sabemos pouco sobre como funciona a memória, principalmente no que diz respeito à interação destes animais com o homem.
"Na prática, a investigação ajudará os donos a descobrirem ou entenderem melhor o quanto e de que forma seu cão lembra-se de certo tipo de informação comunicativa. O maior conhecimento do animal é sempre um aliado para uma relação mais saudável e prazerosa e, consequentemente, para o bem estar do dono e do cão", afirma Maria Mascarenhas Brandão, uma das responsáveis pela pesquisa.
A proposta desenvolvida pelo Laboratório de Cães é avaliar como esses animais conservam em sua memória os ensinamentos gestuais de seus donos e de que maneira se processa o esquecimento neles. "Nossa pesquisa pretende aliar a capacidade de entender sinais comunicativos e a memória das informações transmitidas", ressalta Maria, que é orientada pelo professor César Ades. Segundo ela, não há relatos de trabalhos sobre esta questão na literatura científica.
A investigação
Para entender os mecanismos de memória e comunicação, os pesquisadores farão experiências com cães e donos com a proposta de buscar um objeto escondido para detectar traços da memória operacional (memória provisória que é conservada durante a execução de uma tarefa determinada). Maria explica que, no experimento, os cães devem buscar um objeto desejado em dois recipientes possíveis. Com isso, os cientistas pretendem verificar se a memória do gesto que designa onde está escondido o objeto difere da memória do local em que o animal viu ser escondido o objeto. Cada cão será testado em apenas uma sessão, com duração média de duas horas (entre chegada e habituação com os experimentadores, treinos e testes espaçados por intervalos), na própria casa ou em uma sala de testes, e sempre acompanhado pelo dono.
Participação
Os pesquisadores já têm cerca de 30 cães e donos cadastrados, mas voluntários ainda podem se inscrever para fazer parte do estudo. Maria lembra que, além da vontade de conhecer melhor o animal de estimação e contribuir para a construção de conhecimento em uma área de afinidade, os donos devem saber que o experimento é uma grande brincadeira para o cão. "Eles são recompensados com petiscos da preferência e têm toda a atenção e os mimos da equipe de pesquisadores, todos apaixonados por cães também", declara.
A pesquisa pode ser interrompida caso haja sinais de cansaço, desmotivação ou no momento em que o dono desejar. Para entrar em contato com os pesquisadores, escreva para laboratoriodecaes@gmail.com.
Fonte: Terra
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Governo anuncia centro para pesquisas científicas sem animais
Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Brasil terá o primeiro centro da América do Sul preparado para desenvolver métodos alternativos para validação de pesquisas que não usam animais em fase de teste. A unidade foi criada a partir de um acordo de cooperação assinado hoje (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A proposta, segundo a vice-diretora de Pesquisa e Ensino do INCQS, Isabela Delgado, é que, com a nova unidade, que se chamará Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (Bracvam), seja possível substituir totalmente, ou reduzir, o número de animais utilizados em testes sobre a qualidade de vacinas, por exemplo.
“Existe, no Brasil, o processo de desenvolvimento de tecnologias, os grupos que estudam alternativas e a aceitação regulatória desses métodos. O centro vem preencher essa lacuna. De maneira organizada, vamos trabalhar os dados e organizar grupos de pesquisas para que novas metodologias sejam fomentadas e passem a ser métodos oficiais”, explicou a pesquisadora.
Pelo documento assinado hoje, fica garantida apenas a criação do Bracvam, mas não há qualquer previsão de orçamento inicial, o que impede uma estimativa sobre os primeiros resultados das pesquisas. Ainda assim, Isabela Delgado disse que alguns órgãos já sinalizaram apoio ao funcionamento do centro, com recursos financeiros, entre eles o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
Cerca de R$ 700 mil que devem ser investidos pelo órgão de fomento à pesquisa e podem garantir o início dos trabalhos do Bracvam, que será a validação de metodologias que já foram reconhecidas em países da Europa e pelos Estados Unidos. “O processo de validação é caro e demorado. Vamos incorporar essas metodologias por meio de um processo que a gente chama de validação por captura. Vamos avaliar o que já foi validado lá fora e incorporar. Existem situações em que temos as particularidades brasileiras, como controle de qualidade de produtos biológicos, tais como o soro antiofídico. São espécies de serpentes que só existem no Brasil. A gente vai precisar desenvolver metodologias e validar essas metodologias no contexto nacional, que também é uma atribuição do centro, mas a médio prazo”, explicou Isabela Delgado.
Edição: Lana Cristina
Fonte: correiodobrasil.com.br
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Cientistas usam gatos fluorescentes em busca de cura para Aids
A equipe da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, modificou o genoma dos gatos com uma proteína extraída de determinadas espécies de macacos, que impede que estes desenvolvam Aids. Ao mesmo tempo, eles adicionaram ao genoma dos gatos uma proteína verde fluorescente, criada a partir de águas-vivas, que serve para monitorar a atividade da primeira proteína.
Quando os gatos são expostos à luz ultra-violeta, eles brilham, o que comprova que a proteína que protege os animais do vírus de imunodeficiência felina (FIV, na sigla em inglês, a versão felina do HIV) está sendo produzida.
"Uma das melhores coisas desta pesquisa biomédica é que ela visa beneficiar tanto humanos como felinos", diz o líder do estudo, Erci Poeschla.
Segundo ele, o experimento pode trazer avanços na busca por vacinas e tratamentos contra o HIV, o vírus que já matou mais de 30 milhões de pessoas ao redor do mundo. A versão felina do vírus também mata milhões de gatos todos os anos.
Óvulos
A modificação genética acontece com a inserção dos genes nos óvulos ainda não fecundados que vão gerar os gatos.
O gene usado para bloquear a infecção por FIV funciona atacando e desarmando a proteção externa do vírus quando ele tenta invadir uma célula.
Os pesquisadores sabem que o mecanismo de defesa funciona bem em laboratório, mas querem determinar como será o funcionamento desta proteção na vida real.
Os animais que foram modificados estão bem e já tiveram filhotes, cujas células produzem a proteína protetora, provando que alguns genes inseridos com esta técnica permanecem ativos em gerações sucessivas.
Fonte: UOL
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Golfinhos podem se chamar pelo "nome"
Cientistas descobriram que os golfinhos podem se chamar pelo "nome". Stephanie King, da Universidade de St Andrews (Escócia), e colegas, monitoraram 179 pares de golfinhos nariz-de-garrafa na costa da Flórida (EUA) entre 1988 e 2004. De acordo com matéria publicada no site da revista New Scientist, o grupo de pesquisadores descobriu que pelo menos 20 deles copiavam o "assobio" de identidade de outros golfinhos — a forma como eles se identificam. Os resultados foram apresentados na conferência da Associação para o Estudo do Comportamento Animal, na Universidade de St Andrews.
Saiba mais
- A "voz" dos golfinhos - Os golfinhos conseguem produzir vários tipos de sons usando bolsas nasais. Podem ser divididos em três categorias: assobios modulados, pulsos ultrassônicos ou estalos. Os dois primeiros são utilizados para se comunicar e os estalos para a ecolocalização, uma forma de utilizar o som para extrair informações do ambiente que cerca o animal.
- Assobio? - Apesar de o som ser bastante semelhante, os golfinhos não assobiam de verdade. Um grupo de cientistas da Dinamarca gravou o assobio de um golfinho depois de ele ter respirado gás hélio e posteriormente ar comum. O som era praticamente o mesmo nos dois casos. Se o animal estivesse assobiando mesmo — empurrando o ar através de uma câmara —, o hélio teria mudado a frequência do som. Contudo, um som semelhante pode ser produzido ao vibrar uma membrana.
Esse tipo de comportamento nunca foi registrado. Apenas golfinhos que eram muito próximos, como mãe e filho ou parceiros da caça, imitavam o assobio uns dos outros. O novo estudo sugere que os animais não copiam o assobio de identidade apenas para imitar. A frequência do som produzido pelos mamíferos analisados mudou da mesma forma que o original que tentavam imitar, mas ou não tinha a mesma duração ou se iniciava a partir de uma frequência maior.
Os cientistas supõem que a imitação do assobio entre golfinhos acontece quando eles querem se reunir. Isso porque o comportamento só foi observado quando eles estavam separados. Stephanie acredita que os animais estavam utilizando uma forma própria de chamarem uns aos outros.
Contudo, a pesquisa deve ser encarada com cautela. De acordo com especialistas consultados pela New Scientist, para ter certeza de que os animais estão usando o assobio para se referir a um indivíduo específico, os pesquisadores teriam que mostrar que os golfinhos respondem quando são imitados em qualquer situação.
Os cientistas supõem que a imitação do assobio entre golfinhos acontece quando eles querem se reunir. Isso porque o comportamento só foi observado quando eles estavam separados. Stephanie acredita que os animais estavam utilizando uma forma própria de chamarem uns aos outros.
Contudo, a pesquisa deve ser encarada com cautela. De acordo com especialistas consultados pela New Scientist, para ter certeza de que os animais estão usando o assobio para se referir a um indivíduo específico, os pesquisadores teriam que mostrar que os golfinhos respondem quando são imitados em qualquer situação.
Fonte: Veja
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Mundo animal: a experiência de cheiro para um cão
Por Natasha Romanzoti em 23.08.2011 as 13:59
O cão, supostamente, tem um olfato muito melhor que o nosso. Sendo assim, com um sentido de cheiro extremamente sensível, como um cão suporta enterrar seu focinho em uma lata de lixo?
Segundo a pesquisadora Alexandra Horowitz, o cão não tem simplesmente uma versão “aumentada” do nosso olfato, e sim melhorada. Para eles, não é que o cheiro fica mais forte. “Os cheiros têm diferentes camadas, o que provavelmente dá aos cães uma gama muito maior de tipos de informação”, explica.
Ela compara esse sentido com a forma como podemos desfrutar de uma pintura: de longe, a vemos de um jeito, mas a apreciamos de uma maneira diferente quando podemos ver de perto as pinceladas, por exemplo.
Isso faz com que a experiência do cão seja fundamentalmente diferente da nossa. Quando saímos para uma caminhada, por exemplo, tiramos praticamente todas as nossas informações da visão. Mas os olhos do cão servem apenas de apoio.
Isto foi demonstrado em um experimento, quando cães da polícia tinham que seguir uma trilha de cheiro que parecia correr na direção oposta a um conjunto de pegadas no chão. Eles invariavelmente seguiram seus narizes, e ignoraram os sinais visuais contraditórios.
Imaginar o mundo perfumado na pele de um cão é olhar em volta e imaginar que tudo que você vê tem um perfume próprio. E não apenas cada objeto; partes diferentes de um mesmo objeto podem conter diferentes tipos de informação.
Por exemplo, Horowitz cita uma rosa: cada pétala pode ter um perfume diferente, dizendo ao cão que já foi visitada por insetos diferentes, que deixaram traços reveladores de pólen de outras flores. Além de sentir o perfume individual dos seres humanos que já tocaram a flor, o cão poderia até mesmo adivinhar por quais coisas eles passaram.
Com isso, o cheiro pode oferecer ao um cão uma forma de entender a passagem do tempo. Horowitz sugere que um cão pode, talvez, perceber o passado pelo cheiro de um cão que urinou há tempo suficiente para o perfume ter mudado de caráter e se tornado mais fraco.
Um estudo recente mostrou que os cães podem até mesmo ser capazes de detectar as diferenças sutis no odor de um passo para o outro conforme seguem uma trilha de cheiro humano. Sendo assim, o cão poderia imaginar o futuro ao sentir o cheiro de cães, seres humanos ou outros objetos vindo em sua direção numa brisa.
Infelizmente, não há nenhuma maneira para um mero ser humano entrar neste mundo altamente detalhado do olfato canino.
Quando nós estamos cheirando, ficamos esporadicamente “cegos” para as essências, conforme inspiramos e expiramos através dos mesmos furos. Um estudo de 2009 da dinâmica de fluidos do cão mostrou que seu sistema é muito mais complexo.
Cada narina é menor do que a distância entre as duas, o que significa que eles inalam o ar a partir de duas regiões distintas do espaço, o que permite que o cão decifre a direção de um perfume.
O movimento de cheirar também canaliza o ar velho para fora através dos lados das narinas, uma ação que puxa ar novo para dentro do nariz. Uma vez dentro do nariz, o ar gira em torno de até 300 milhões de receptores olfativos, comparado com nossos míseros 6 milhões.
Mesmo se os humanos pudessem recolher toda essa informação, nosso cérebro não saberia o que fazer com ela: o córtex olfativo do cão, que processa as informações de cheiro, ocupa 12,5% da massa total de seu cérebro, enquanto o nosso é responsável por menos de 1% .
Ok, não saberemos como é cheirar como um cão. Mas podemos imaginar… seria maravilhoso, não? [NewScientist]
Fonte: hypescience.com
domingo, 17 de julho de 2011
Qual a ave mais inteligente?
O corvo é considerado a ave mais inteligente, sendo capaz de usar ferramentas para resolver problemas, como a captura de alimento. Consegue dobrar gravetos e arames para pescar, usa folhas duras e caules como faca. Nos centros urbanos, joga sementes difíceis de quebrar, como nozes, entre os carros para que sejam esmagadas e consiga comer (confira mais no blogdiarinho.blogspot.com).
Essa ave mede cerca de 20 cm e pesa em torno de 1kg. O corpo é revestido de penas pretas. Tem pernas longas e pescoço grosso. As asas são grandes, e a cauda é curta. Desenvolveu hábitos sociais, reunindo-se em grupos durante a noite.
A fêmea bota de três a sete ovos, e os choca durante cerca de 20 dias. Quando saem do ovo, os filhotes são alimentados pelos pais, ficando junto da família por até um ano antes de sair para se reproduzir. Pode viver por até 15 anos em seu habitat natural e mais de 20 em cativeiro.
Existem muitos outros espertos
É considerado inteligente o animal que consegue resolver problemas. Relacionar-se com outros bichos, achar o caminho de volta e encontrar objetos escondidos são sinais de que ele é esperto. Como cada um tem características e necessidades específicas, não dá para afirmar qual é o mais esperto. No entanto, alguns impressionam pelas habilidades, como o chipanzé, que tem inteligência próxima a do humano; por isso, faz muitas coisas parecidas. É capaz de se comunicar por sinais e aprender ao observar o que o outro faz para imitá-lo. O mesmo ocorre com golfinhos que conversam entre eles por meio de linguagem própria. Além de entender sinais humanos, os cães aprendem rapidamente e são usados para localizar drogas e vítimas de soterramento, conduzir cegos, entre outras funções.
Papagaio não fala, repete sons
O papagaio também é muito esperto. Consegue gravar até 500 sons na memória. Ele não sabe o que fala, apenas repete sons, como a voz humana, a de outros bichos, além de barulhos em geral. A quantidade depende da insistência com que o dono repete as palavras ao seu lado.
Tem essa capacidade porque possui cérebro bem desenvolvido e crânio diferente do das outras aves. Além disso, sua língua é mole e parecida com a nossa, o que permite articular palavras. No Brasil há mais de dez espécies de papagaios que fazem parte da família de araras e periquitos.
Saiba mais
Em algumas culturas, o corvo é considerado o animal das bruxas, associando-o ao mal por lembrar morte, guerra e destruição. Para outras bruxas, no entanto, é símbolo da criação, proteção, sabedoria, profecia e magia.
O urubu é confundido com o corvo por comer animais em decomposição. No entanto, é diferente; pertence à ordem dos gaviões, abutres, falcões, águias. Tem bico forte e curvado para rasgar a vítima, patas com garras curvas e afiadas, excelente olfato e visão. No Brasil há cinco espécies de urubus.
Giovana Angulo Biffi, 7 anos, de Santo André, ficou surpresa ao saber que o corvo é a ave mais inteligente. "O papagaio deveria ser o eleito. Ele também deve ser muito esperto porque sabe falar e repetir frases", diz a menina, que adora as penas coloridas desse animal.
Fonte: Diário do grande ABC
terça-feira, 14 de junho de 2011
Estudo com pássaros traz novos dados sobre infidelidade feminina
Uma nova pesquisa aumenta a dúvida dos cientistas em relação ao comportamento sexual dos animais. A teoria mais aceita diz que todas as ações podem ser explicadas por alguma razão biológica. Tudo que um animal faz tem o objetivo implícito de obter alguma vantagem.
No entanto, uma outra corrente duvida dessa hipótese e diz que a explicação para o comportamento pode ser genética, sem ter relação direta com a necessidade da preservação das espécies. Um estudo liderado por Wolfgang Forstmeier, pesquisador de ornitologia do Instituto Max Planck, da Alemanha, publicado pela revista científica “PNAS”, dá força a essa teoria.
A equipe de Forstmeier acompanhou um grupo de mais de 1,5 mil mandarins em cativeiro durante oito anos. O mandarim é um pássaro de hábitos monogâmicos que na grande maioria das vezes estabelece laços de casal de longa duração. Contudo, apesar dos laços aparentes, as relações extraconjugais são comuns.
Segundo Forstmeier, que conversou com o G1, a explicação para a traição dos machos é “óbvia”. “Os machos querem ter o maior número possível de descendentes”, disse o pesquisador. No entanto, as fêmeas também têm esse comportamento, e os cientistas não encontram nenhuma explicação lógica para isso.
A pesquisa alemã mostrou que as fêmeas que copulam com vários parceiros são filhas de machos que também faziam o mesmo. “Podemos perceber este comportamento como consequência dos genes”, constatou Forstmeier. “O comportamento pode existir mesmo se não houver benefício”, completou o cientista.
Fonte: G1
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